16 DEZEMBRO 2019

Em entrevista ao Giro do Boi desta segunda, 16, o biólogo, especialista em agroindústria e MBA em marketing Éderson Santos falou ao Giro do Boi sobre novas tecnologias que estão auxiliando o pecuarista brasileiro a desfrutar mais do potencial de suas pastagens, além de reforçar as defesas das forrageiras contra seus principais inimigos, como cigarrinhas, percevejos, lagartas e cochonilha.

O biólogo é gerente de mercado da linha de pastagens do Grupo Vittia, uma holding de quatro empresas fundada em 1971 com um objetivo inicial de produzir inoculantes para sementes de soja, contribuindo para a fixação biológica de nitrogênio no solo. Com o avanço de pesquisas e demanda do mercado, a companhia passou a se aproximar também da pecuária.

“O que deu start mesmo para nós começarmos em janeiro (trabalhos mais específicos voltados para a pecuária) foram alguns produtos da nossa linha que a gente vem trabalhando focado no manejo de pragas e doenças. E também a questão da fixação biológica de nitrogênio”, explicou Éderson.

As soluções da companhia para os produtores estão divididas em duas linhas, úteis tanto para o produtor que vai formar pastagem nova como para quem precisa recuperar o pasto, seja devolvendo fertilidade para o solo ou tratando de algumas das principais pragas e doenças das pastagens.

“São praticamente duas frentes. Uma de tratamento de sementes onde a gente trabalha com inoculação e um TSI, que é o tratamento de sementes industrial, onde uma empresa do setor vai comercializar as sementes com as tecnologias. Estes tratamento de sementes geralmente servem para desenvolvimento de pastagem em formação onde a gente coloca um nematicida, um fungicida, todos tratamentos biológicos, e alguns produtos aditivos para enraizamento com carbono orgânico e extrato de algas. E a outra frente que a gente trabalha, o controle de pragas, como percevejo castanho, cigarrinhas e lagartas é pulverizado, líquido, e pode ser aplicado via bomba costal, via barraaplicação aérea para inúmeros produtores, desde o pequeno pequeno pecuarista, que tem cinco hectares, por exemplo, ou o pecuarista de 200 mil hectares”, explicou Santos.

“Os trabalhos que nós estamos desenvolvendo com os tratamentos de sementes focam em inoculação, que seria fixação de nitrogênio com uma bactéria chamada Azospirillum, esta a gente vai potencializar o capim, maior desenvolvimento do sistema radicularperfilhamento também. E num outro ponto, trabalhando nas áreas de integração lavoura-pecuária no tratamento de sementes nós estamos trabalhando manejo de fitonematoidesnematoides e doenças de solo. Isto nas sementes tratadas. Agora nestas aplicações em específico, são outros produtos que a gente vem trabalhando a aplicação pulverizada, via foliar. Para controle de cigarrinhas e percevejo castanho, lagarta desfolhadora, colchonilha”, exemplificou o biólogo.

“Após 15 dias o fungo já fez seu trabalho, já se multiplicou, pois ele precisa do inseto para se alimentar e se multiplicar. Ele entra no corpo do inseto, vai colonizar este inseto, se alimentar dele,  então ele sai de dentro do corpo do inseto e após isto acontece a morte do inseto. […] É uma ferramenta exclusiva, é um produto que nós conseguimos evoluir no sistema de produção, de formulação dele aonde ele também produz enzimas tóxicas, então ele consegue ter um espectro alto em várias pragas”, esclareceu.

Confira aqui todos os episódio da série Pastagem de A a Z

A matriz da empresa está localizada em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, e conta com laboratórios e estrutura fabril para a produção das bactérias e dos fungos usados nos tratamentos. Somente em 2019, mais de 500 mil hectares de pastagens espalhados pelos estados de MT, MS, GO, PA e TO, dentre outros, serão tratados com as tecnologias. Veja pelo site da holding os detalhes das tecnologias para as áreas de pastagens.


Novas tecnologias aumentam produtividade e resistência do pasto a pragas e doenças