Com mercado interno em ritmo de fraca demanda, frigoríficos focam nas vendas externas, com destaque para a China




O mercado do boi gordo continua operando com baixa liquidez, motivada pelo menor consumo de carne bovina neste período de quarentena e de isolamento social. Enquanto por aqui, os consumidores substituem o bife por proteínas mais baratas, como frango e ovo, no mercado externo a procura pela carne vermelha brasileira continua em ascensão, puxada sobretudo pela China, que voltou às compras internacionais depois de maior controle pandemia da Covid-19.

Segundo a Informa Economics FNP, os negócios com boiada estão mais ativos nas praças com maior representatividade de compras de gado para exportação de carne. “No front externo, o cenário é favorável para o produto brasileiro. Além da desvalorização cambial, que aumenta a margem dos exportadores, a política do ministério, de diversificação de destinos, tem mostrado resultados favoráveis para o setor”, relata a FNP.

Nesta semana, durante declarações aos investidores, a Marfrig e Minerva confirmaram o avanço das operações envolvendo compradores externos, destacando sobretudo os aumentos dos embarques aos mercados chinês e norte-americano.


Nesta quarta-feira, 29 de abril, foi confirmada a habilitação de oito novas plantas para envios de cortes bovinos ao Peru, além de relatos sobre um aumento no volume de embarques para os Estados Unidos, destaca a consultoria.

Em seu boletim mais recente, a consultoria Agrifatto diz que oferta de boiada pronta no Brasil “começa a se tornar uma realidade, visto que a proximidade do período seco começa a tornar inviável a permanência dos animais no pasto”. Neste cenário, prevê a Agrifatto, a ponta compradora passará a intensificar o movimento de pressão negativa na arroba.

No atacado brasileiro, os preços dos principais cortes bovinos seguem estáveis. “Mesmo com a aproximação de mais um feriado e da virada do mês, o escoamento da carne bovina nas gôndolas dos mercados ainda se mostra bastante lento, sem espaço para ajustes nas cotações”, informa a FNP.

Confira as cotações desta terça-feira, 29/4, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 198/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 177/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 178/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 178/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 179/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 180/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 178/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 175/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 169/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 182/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 180/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 182/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 190/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 180/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 185/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 190/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 187/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 182/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 179/@ (à vista)

PA-Paragominas: R$ 187/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 180/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 178/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 171/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 181/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 178/@ (à vista)

Embarques ditam o ritmo no mercado do boi gordo